Sismo de Port au Prince - O efeito em certas zonas de Lisboa de um sismo
igual ao de 1755 será semelhante

O GECoRPA dirige exposição ao Director do IGESPAR a propósito de
três concursos para obras em monumentos nacionais


GECoRPA marca presença na Concreta 09 | 12.º Aniversário do GECoRPA

Fórum AR&PA sobre “A Economia do Património Cultural na Europa”

Centros Históricos e Vida Contemporânea

GECoRPA e APCA celebram protocolo de parceria no âmbito de um seminário conjunto

GECoRPA e CNC promoveram “Passeio de Domingo” pelo centro histórico lisboeta

Câmara Municipal de Avis organizou Seminário
“Tradição e Inovação Arquitectura e Ambiente”

Arquinave e Trimétrica Engenharia associam-se ao GECoRPA

Placas de Latão "Associado GECoRPA" | Placards de Obra
 

Arquivo | Plano de Actividades 2010

 

 

 

Sismo de Port au Prince - O efeito em certas zonas de Lisboa de um sismo
igual ao de 1755 será semelhante


 

O recente sismo de Port au Prince veio pôr a nu graves insuficiências estruturais do parque edificado daquela cidade. A construção predominante é de betão de má qualidade, sendo os edifícios de vários andares constituídos por lajes de betão armado e paredes de blocos de cimento. Tais edifícios ou não têm pilares ou têm-nos de reduzida resistência. Quando actuou o sismo, as paredes desses edifícios cederam e as lajes de betão armado caíram umas sobre as outras, esmagando quem estivesse no interior.

Acontece que muitos dos edifícios de Lisboa, construídos na primeira metade do século XX, seguem um conceito estrutural semelhante: as paredes são de alvenaria de pedra ou tijolo, frequentemente de má qualidade, e os pavimentos são de betão armado. Se (ou, melhor, quando), actuar em Lisboa um sismo idêntico ao de 1755, esses edifícios terão um comportamento igual aos de Port au Prince. É bom que se tome consciência disso.

Para além destes edifícios, que ocorrem em zonas como Bairro Azul, Avenidas Novas, Alvalade, um sismo como o de 1755 terá efeitos devastadores idênticos aos do recente sismo do Haiti, em zonas de prédios muito mais antigos e degradados, como a Baixa Pombalina e outros bairros históricos de Lisboa.

Consciente da situação de vulnerabilidade estrutural de grande parte do edificado de Lisboa – e de outras cidades do País – o GECoRPA entende ser seu dever alertar os responsáveis e a sociedade civil.
 

Vítor Cóias



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 O GECoRPA dirige exposição ao Director do IGESPAR a propósito de três concursos para obras em monumentos nacionais


O IGESPAR abriu, recentemente, três concursos públicos para intervenções de conservação em três monumentos nacionais, património mundial da UNESCO: Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha e Convento de Cristo, em Tomar. 

 Apesar da legislação aplicável ao exercício de actividade de empreiteiro, concebida sobretudo para a construção corrente, prever uma qualificação própria para as obras em monumentos e imóveis classificados, tal qualificação não foi exigida. Foi considerado suficiente, de acordo com os programas de concurso das três empreitadas, que o concorrente possuísse o “alvará” (licença) de empreiteiro geral de reabilitação e conservação de edifícios. Por outro lado, e para reduzir ainda mais o grau de exigência, o critério de adjudicação adoptado foi o do preço mais baixo. 

Em resultado, estão indigitados para adjudicatários destes três concursos empreiteiros generalistas que se dedicam à construção corrente de prédios e moradias, utilizando o betão armado, sem a qualificação que devia ter sido exigida face à natureza dos monumentos onde as intervenções vão ser realizadas. 

Os métodos e critérios adoptados pelo IGESPAR nestes três concursos terão pesadas consequências, a concretizarem-se estas adjudicações: 

•   Colocarão sérias dúvidas quanto aos resultados das intervenções, pondo em risco monumentos nacionais que são, também, património mundial da UNESCO, o que é, desde logo, incompatível com a própria missão de salvaguarda do IGESPAR;

•   Contrariarão os esforços de especialização que as empresas vocacionadas para a conservação do património vêm fazendo ao longo dos anos, no sentido de manterem vivos os saberes tradicionais e o conhecimento das antigas técnicas e materiais, conservarem artífices e operários especializados e formarem continuamente os seus recursos humanos de modo a dominarem os melhores métodos e técnicas de intervenção;

•   Criarão um perigoso precedente, que tenderá a ser seguido por outras entidades adjudicantes de intervenções em monumentos e imóveis classificados, com prejuízos incalculáveis. 

De notar que a não exigência de quaisquer requisitos de qualificação desrespeita as cartas e recomendações internacionais (algumas das quais ratificadas por Portugal), que determinam que as intervenções em bens culturais imóveis sejam executadas por profissionais e empresas com qualificações específicas. Contraria, designadamente, a Declaração de Roma (Assembleia do Comité Nacional Italiano do ICOMOS, 9-10 de Junho de 1983), a Convenção Quadro sobre o valor do Património Cultural para Sociedade (Conselho da Europa, Faro, 27 de Outubro de 2005), a Carta de Vila Vigoni (Bens Eclesiásticos, Março de 1994) e a Carta de Cracóvia, de 2000 – Princípios para a Conservação e Restauro do Património Construído. 

Aliás, a inexistência de requisitos de qualificação desrespeita a própria obrigação do Estado, do Ministério da Cultura e do IGESPAR de zelar pela salvaguarda dos bens culturais imóveis, designadamente os números 2 e 3 do Artigo 3.º da Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro, o número 2, alínea c), do Artigo 60.º da mesma Lei, o número 2, alínea f), Artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 215/2006 de 27 de Outubro e o número 4, alínea o), do Artigo 3.º Decreto-Lei n.º 96/2007 de 29 de Março. 

Conforme se refere acima, as habilitações requeridas não respeitam, sequer, o Decreto-Lei n.º 12/2004, de 9 de Janeiro, que estabelece o regime dos “alvarás”, designadamente os números 1 e 2 do Artigo 31.º – Exigibilidade e verificação das habilitações, dado que a mera exigência do IGESPAR da classe de empreiteiro geral de reabilitação e conservação de edifícios não é adequada à realização da obra em causa, sendo a exigência da 10.ª subcategoria da 1.ª categoria, e da classe correspondente ao valor da empreitada a única habilitação adequada, uma vez que está em causa o restauro de bens imóveis histórico-artísticos. O argumento da alegada simplicidade das obras de restauro postas a concurso também não colhe, porque a Portaria n.º 19/2004, de 10 de Janeiro, ao consagrar uma 10.ª subcategoria para o Restauro de bens imóveis histórico-artísticos, não se refere ao tipo de obra a executar, mas sim à natureza do edifício (património arquitectónico) objecto da intervenção. 

O procedimento escolhido – concurso público – com a agravante do critério de selecção ser o do preço mais baixo, não é o adequado para intervenções em bens culturais imóveis, que devem ser confiadas a empresas com qualificação específica. De entre os procedimentos previstos no Código dos Contratos Públicos (CCP), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, para a escolha das entidades a contratar, existem dois procedimentos que permitem a escolha pelas entidades adjudicantes daqueles que deverão ser os mais qualificados para apresentar proposta: o ajuste directo e o concurso limitado por prévia qualificação

Finalmente, os critérios adoptados nestes três concursos, pelo IGESPAR, contrariam o compromisso assumido pelo GECoRPA e o então IPPAR de, nos termos do protocolo assinado em 7 de Dezembro de 2006, cooperarem com o objectivo de contribuírem para a excelência nas intervenções de conservação e restauro do património.

Face à gravidade destes factos, o GECoRPA dirigiu ao IGESPAR uma exposição em que solicita que os referidos concursos sejam repetidos em moldes que assegurem a salvaguarda dos bens culturais em causa, para o que é indispensável que as empresas executantes envolvidas possuam a necessária qualificação. Nessa exposição, o GECoRPA reiterou a sua disponibilidade para, nos termos do protocolo acima referido, colaborar na definição dos “requisitos complementares” de qualificação a exigir às empresas de construção que pretendam dedicar-se à conservação do património. 

 

Lisboa, 21 de Dezembro de 2009

A Direcção do GECoRPA

 

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GECoRPA marca presença na Concreta 09

 

Como tem vindo a ser tradição, o GECoRPA esteve presente com um stand na edição deste ano da Concreta (Exponor). Neste espaço, foram disponibilizadas informações diversas sobre os objectivos e actividades do Grémio e das suas empresas associadas.

O GECoRPA organizou, ainda, no último dia da feira, o seminário “Qualificação e prática na reabilitação do património”. Estiveram presentes cerca de 150 pessoas, maioritariamente jovens, que tiveram uma activa participação no evento. A sessão foi apresentada pelo engenheiro Filipe Ferreira, membro da direcção do GECoRPA, e teve como oradores o engenheiro Vítor Cóias, Presidente do GECoRPA, o professor Aníbal Costa da Universidade de Aveiro, a arquitecta Teresa Novais da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, a arquitecta Ângela Melo da Direcção Regional de Cultura do Norte, a arquitecta Cristina Costa da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, o professor Arlindo Begonha da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o professor Paulo Lourenço da Universidade do Minho e a arquitecta Paula Silva da Direcção Regional de Cultura do Norte.

As comunicações versaram diferentes aspectos da reabilitação, tendo sido apresentados estudos de caso, assim como reflexões sobre o futuro do sector. No encerramento do seminário foi destacada a importância da qualificação dos recursos humanos das empresas que se dedicam à conservação do património e a necessidade destas possuírem uma adequada estrutura organizativa, como condições essenciais para o sucesso das intervenções, face à sua elevada especificidade metodológica e tecnológica.

 

RSB

 

 

 

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12.º Aniversário do GECoRPA

 

Assinalou-se em Outubro mais um aniversário do GECoRPA, associação empresarial sem fins lucrativos que tem vindo a afirmar-se em defesa das boas práticas nas áreas da reabilitação do edificado e da conservação do património arquitectónico, procurando agregar as empresas deste sector e defender os seus interesses.

As várias iniciativas do GECoRPA – sobretudo os colóquios e conferências nacionais e internacionais, o Prémio GECoRPA e a publicação ininterrupta da revista Pedra & Cal, têm contribuído para promover a qualidade e o rigor das intervenções. Passados doze anos, persistem – se é que não se agravaram – as razões que levaram à fundação da associação e mantêm-se os objectivos iniciais por que ela se bate:

. Cooperação na defesa de interesses comuns das empresas, de um melhor ordenamento do sector e, em particular, de uma adequada regulação do mercado;

. Formação e informação especializadas e promoção das boas práticas;

. Contributo cívico para o progresso da Sociedade e do País, em defesa do património arquitectónico e, por extensão, do património natural.
 

 

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Fórum AR&PA sobre “A Economia do Património Cultural na Europa”

 

O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, acolheu, no passado dia 26 de Outubro, o II Fórum AR&PA sobre “A Economia do Património Cultural na Europa”, organizado pela Junta de Castela e Leão em parceria com IGESPAR, e que teve por objec­tivo analisar, com os agentes do sec­tor em Portugal, a linha de actuação contida na “Carta de Bruxelas”.

O II Fórum estabeleceu como prioridades a realização de planos de trabalho para impulsionar o papel crescente da cultura na economia, nomeadamente, o estabelecimento de indicadores e a compilação e a análise das melhores práticas. Teve, igualmente, o propósito de firmar uma cooperação, em matéria de património cultural, entre o IGESPAR e a Junta de Castela e Leão. O GECoRPA foi representado pelo seu presidente, Vítor Cóias, que participou nesta ini­ciativa, ao lado de representantes de entidades culturais de Portugal, Espanha, França, Itália e Noruega.

A organização aproveitou o evento para divulgar, entre os participantes, a VII Feira do Restauro e Gestão do Património “Sociedade e Património”que se assume como um lugar de encontro e debate entre os profissionais do sector, a realizar, de 11 a 14 de Novembro de 2010, em Valladolid, Espanha. 

EGC

 

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Centros Históricos e Vida Contemporânea

 

Decorreu, no dia 6 de Novembro, o ciclo de conferências “Centros Históricos e Vida Contemporânea”, no Auditório do Metropolitano de Lisboa, promovido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), em colaboração com o ICOMOS-Portugal. Esta iniciativa teve por objectivo fomentar a reflexão sobre as metodologias a desenvolver nas acções de reabilitação nos centros históricos, optimizando a relação custo-benefício nas intervenções. Focaram-se quatro aspectos das intervenções em centros históricos: a reabilitação de edifícios, a reabilitação de conjuntos urbanos, os aspectos técnico-profissionais e as políticas e promoção.

Os intervenientes provieram de vários organismos e entidades: universidades, empresas, IHRU, LNEC, IGESPAR, Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros, Turismo do Douro, Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico e Sociedades de Reabilitação Urbana.

Em representação do GECoRPA foi orador o seu presidente, Vítor Cóias, que interveio no painel “Aspectos técnico-profissionais”, realçando o con­tributo da reabilitação e da conservação do património para a sustentabilidade e a necessidade de adequar o quadro legislativo e regulamentar do sector. Abordou, igualmente, o “Programa Cheque-obra”, destacando os riscos que envolve se não forem utilizados critérios de qualidade na selecção das empresas que executam as intervenções realizadas ao abrigo deste programa.

Vítor Cóias relembrou que o GECoRPA tem vindo a desenvolver um sistema de qualificação para o sector, recen­temente apresentado ao IGESPAR, e insurgiu-se, a propósito, contra a admissão a concurso, pelo IGESPAR, para intervenções em monumentos nacionais, de empresas sem a neces­sária qualificação. 

EGC

 

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GECoRPA e APCA celebram protocolo de parceria no âmbito de um seminário conjunto

 

Teve lugar, no passado dia 14 de Novembro, no Palácio dos Marqueses de Fronteira, em Lisboa, o seminário “A Qualidade nas Intervenções de Conservação, Reabilitação e Valorização das Casas Antigas”.

Esta iniciativa conjunta da Associação Portuguesa das Casas Antigas (APCA) e do GECoRPA teve o propósito de sensibilizar para o papel das casas antigas (CA) enquanto fonte de memó­ria histórica, promover a qualidade/economia dos projectos de conserva­ção e reabilitação das CA e divulgar programas de financiamento.

Uma sala cheia acolheu os interve­nientes, estando a abertura a cargo de D. Fernando Mascarenhas, 12.º Marquês de Fronteira e vice-presidente da APCA. Seguiu-se a apresentação do projecto “Ruin’Arte”, do fotógrafo Gastão Brito e Silva, que denunciou, através da fotografia, a degradação do nosso património arquitectónico. A comunicação seguinte, pela voz do ex-Ministro da Cultura, José Pinto Ribeiro, focou o património cultural enquanto fonte de desenvolvimento. Na sequência, Alexandre Bettencourt, director da APCA, salientou os benefícios na manutenção da ligação histórica e patrimonial entre as CA e os seus proprietários, ao invés da genera­lização de projectos visando “recuperações totais” ou a construção de “hotéis de charme”.

Em relação às intervenções de conservação e reabilitação propriamente ditas, ouvimos Vítor Cóias, presidente do GECoRPA, sublinhar a importância da qualificação dos agentes intervenientes, as vantagens da reabilitação (aos níveis económico, cultural e ambiental), bem como a sua especifi­cidade dos pontos de vista metodoló­gico e tecnológico. Por sua vez, Luís Mateus, director da Monumenta, Ld.ª, realçou conceitos e critérios que devem orientar as intervenções, apresentando exemplos concretos de reabilitação pouco intrusiva de edifícios antigos.

Finalmente, os interessados nesta problemática foram informados, pela directora da divisão de planeamento da Tecninvest, Alexandra Mendonça, sobre os programas de incentivo ao investimento e de financiamento a que os proprietários de CA podem recor­rer para as intervenções de conserva­ção e reabilitação.

As conclusões deste encontro ficaram a cargo de Hugo O’Neill, presidente da APCA, que enfocou o desconheci­mento de muitos dos assuntos abordados, por parte dos proprietários que, sem uma estrutura de apoio como a APCA, não acedem à informação disponível.

O seminário terminou com a assina­tura de protocolos de parceria entre a APCA e o GECoRPA e entre a APCA e a Tecninvest. O GECoRPA e a APCA acordaram apoiar reciprocamente as suas actividades e colaborar em acções de formação e divulgação dos princípios, metodologias, requisitos e tecnologias conducentes à qualidade nas intervenções de conservação e reabilitação das CA.
 

EGC

 


 

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GECoRPA e CNC promoveram “Passeio de Domingo” pelo centro histórico lisboeta

 

A convite do Centro Nacional de Cultura (CNC), o GECoRPA participou na organização do “Passeio de Domingo”, realizado no passado dia 28 de Junho, pelo centro histórico de Lisboa. O percurso foi conduzido pelo arquitecto Filipe Lopes, presidente da OPRURB (Associação Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana) e pelo engenheiro Vítor Cóias, presidente do GECoRPA.

A caminhada começou no Castelo de São Jorge e acabou em plena Baixa lisboeta, com a visita a um esta­leiro conduzida pelo engenhei­ro Luís Mateus da Monumenta, Conservação e Restauro do Património, Ld.ª.

O passeio teve por objectivo sensibilizar para a importância da “qualida­de” nas intervenções de reabilitação do edificado. Ao longo do trajecto, os participantes foram confrontados com exemplos práticos de reabilita­ção urbana, positivos e negativos...

À entrada do Castelo de S. Jorge, Vítor Cóias fez uma introdução à visita, seguido de Filipe Lopes, que explicou o conceito de reabilitação. Efectivamente, o âmbito da reabili­tação alargou-se desde o interesse renascentista exclusivo por edifícios antigos, gregos e romanos, até aos edifícios mais recentes. Mediante o tipo de edifício e a sua antiguidade, as intervenções são distintas, advin­do daí dois conceitos: o restauro e a reabilitação. O primeiro aplica-se a obras/monumentos históricos, enquanto o segundo a bairros anti­gos mais modestos e ainda habita­dos. A reabilitação abrange, além do edificado, os espaços públicos, os transportes e o bem-estar dos resi­dentes. Em Lisboa, a génese da rea­bilitação urbana remonta à década de 80, nos bairros de Alfama e da Mouraria, estendendo-se, nos anos 90, ao Castelo, Bairro Alto, Madragoa, Bica, a um conjunto de núcleos (Carnide, Lumiar, Ameixoeira e Olivais Velho) e a uma centena de pátios e vilas. O custo médio deste programa cifrou-se pela meta­de do correspondente à construção de habitação social nova na periferia.

Após a visita ao Castelo de S. Jorge, cuja vista privilegiada permitiu tecer considerações sobre a visibilidade do edificado, a caminhada conti­nuou por ruas estrategicamente escolhidas para mostrar o estado de alguns edifícios que merecem ser rea­bilitados, ou que já o foram de forma deficiente: desceu-se a Costa do Castelo, as Escadinhas da Achada, o Largo da Achada (onde se assis­tiu à queda, em directo, de parte de uma varanda que quase atingiu um turista...), a Rua das Farinhas, o Largo da Rosa, a Rua Marquês de Ponte de Lima, até à Praça da Figueira. Percorreu-se, ainda, a Rua dos Fanqueiros até ao estaleiro da Rua do Comércio. Constatou-se que um dos graves problemas da reabi­litação é o mau (ou falta de) plane­amento: projectos mal concebidos cujas verbas rapidamente se esgo­tam, ficando as obras por concluir.

Na Rua do Comércio, visitou-se um edifício que introduziu no passeio a análise de aspectos do foro cons­trutivo e estrutural. Ao contrário do que geralmente acontece nas recons­truções da Baixa, que adulteram as estruturas pombalinas, neste edifí­cio a reabilitação estrutural foi feita com técnicas pouco intrusivas. A sua revitalização passou por dife­rentes fases, desde o primeiro levan­tamento das estruturas de madeira até ao reforço estrutural, a cargo da Monumenta, Ld.ª. A fase de acaba­mentos, por sua vez, está a cargo da Construtora Vila Franca, Ld.ª. Vítor Cóias apresentou algumas maquetes virtuais de dispositivos pouco intru­sivos actualmente utilizados na rea­bilitação de fundações e estruturas de edifícios antigos para aumentar a sua resistência sísmica.

Ao longo do passeio focaram-se diferentes aspectos da reabilitação urbana como o urbanismo, a arqui­tectura, a construção e as estruturas. Realçou-se o papel dos bairros como factor de coesão comunitária, dado que reforçam a memória colectiva, demonstrando, igualmente, que rea­bilitar é gerir, pois além das preo­cupações ecológicas, é uma forma de combater a crise (economia de materiais e de energia, promoção de emprego qualificado). Concluiu--se, portanto, que uma reabilitação correcta é garante de sustentabili­dade urbanística, social, ambiental e económica.

EGC

 



Início da visita em frente à Casa do Governador,
no Castelo de S. Jorge.

O "passeio de domingo" desceu a Costa do Castelo
 passando pelas Escadinhas da Achada.


 


A queda, em directo, no Largo da Achada, de parte da varanda em plena caminhada no centro histórico…


Os andaimes, cuja presença se eterniza na Mouraria.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

CÓIAS, Vítor – Reabilitação estrutural de edifí­cios antigos. Técnicas pouco intrusivas, Lisboa, GECoRPA/Argumentum, 2007.

MATEUS, Luís Pedro – “A gaiola pombalina. A viabilidade na recuperação estrutural”, in Pedra & Cal n.º 36 (Outubro – Dezembro 2007), pp. 30-31.

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Câmara Municipal de Avis organizou
Seminário “Tradição e Inovação Arquitectura e Ambiente”

 

O Município de Avis, em parceria com a Ordem dos Arquitectos – Delegação de Portalegre, organizou, no dia 30 de Junho, o seminário “Tradição e Inovação | Arquitectura e Ambiente”, que teve lugar no Auditório Municipal José Carlos Ary dos Santos.

O evento contou com a presença do Dr. Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Avis, que abriu a sessão, e teve por modera­dor o engenheiro Joaquim Monteiro, director do departamento técnico do município de Avis. O GECoRPA foi representado pelo engenheiro Artur Correia da Silva (presidente da mesa da Assembleia Geral) que focou o tema da “Reabilitação do edificado como contributo para a sustentabili­dade do sector da construção”.

Ao longo da sessão, debateram-se questões relacionadas com a susten­tabilidade energética e ambiental, realçando-se as consequências da construção nova para o ambiente e as vantagens da reabilitação para a sustentabilidade da construção. Por outro lado, destacou-se a importân­cia da reabilitação energética para a auto-sustentabilidade dos edifícios, que os torna mais eficientes garan­tindo maior protecção ambiental.

 

EGC

 

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Arquinave e Trimétrica Engenharia associam-se ao GECoRPA

 

No passado mês de Julho, a Arquinave – Sociedade de Construções, S. A. e a Trimétrica Engenharia, Ld.ª associaram-se ao GECoRPA.

A Arquinave é uma empresa do Grupo Aermigeste, com vasta experiência na área da construção civil e obras públicas, dedicando-se à engenharia, construção, manutenção e reabilitação de edifícios para habitação, serviços e comér­cio. Entre as várias empreitadas assumidas, destaca-se o arranjo interior do Castelo de Silves, Casa de Chá e Cisterna, para a SilvesPolis (Câmara Municipal de Silves), e a recuperação e readaptação da área museológica do Mosteiro de St.ª Maria da Flor da Rosa, para o IGESPAR.

A Trimétrica Engenharia é uma empresa vocacionada para a consultoria, em todos os aspectos do projec­to e fiscalização, de obras de engenharia civil. Esta empresa está habi­litada na área de estudos e projectos de reabilitação e reforço com vista a melhorar a segurança, actuando em vários tipos de estruturas e materiais. De entre os projectos que já desenvolveu – edifícios residenciais, comerciais e institucionais, instalações industriais, reabilitação e reforço de estruturas antigas e recen­tes, obras hidráulicas e geotécnicas –, destacam-se os projectos de refor­ço de estruturas da Quinta de Santo António em Algés, da Fundação Oriente, em Lisboa, ou do Convento de Santo Estêvão, em Penamacor.

 

 

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Placas de Latão "Associado GECoRPA"

Destinadas à certificação das empresas como associadas do Grémio, as Placas de Latão foram criadas para distinguir a qualidade das intervenções dos sócios no Património Arquitectónico e Construções Antigas.



Placa de latão para Associados.


Mantendo-se como propriedade da Associação, as Placas podem ser alugadas aos sócios que as requeiram. Será seleccionada a placa correspondente ao ano de ingresso, que poderá ser colocada na sua empresa como elemento de distinção na defesa dos princípios de excelência na salvaguarda do Património Arquitectónico. Para mais informações, contacte o GECoRPA.


 

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Selecção e Disponibilização de Novos Produtos de Merchandising: Placards de Obra

O GECoRPA tem vindo a seleccionar alguns produtos de merchandising para disponibilizar aos sócios. Destes produtos destacam-se os Placards de Obra, ideados para distinguir a qualidade das intervenções, no património arquitectónico e construções antigas, dos sócios GECoRPA. Estes placards, disponíveis em lona e em várias dimensões, destinam-se à divulgação da empresa como associada do Grémio, integrando os logotipos e contactos de ambos e uma frase à escolha do associado.

Para saber mais sobre os nossos produtos de merchandising, contacte-nos.

Placard de obra para divulgação das empresas como associadas do Grémio.

 

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Plano de Actividades 2010

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