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Sismo de
Port au Prince - O efeito em certas zonas de Lisboa de um
sismo
igual ao de 1755 será semelhante
O GECoRPA dirige exposição ao Director do IGESPAR a
propósito de
três concursos para obras em monumentos
nacionais
GECoRPA marca
presença na Concreta 09 |
12.º Aniversário do GECoRPA
Fórum AR&PA sobre “A Economia do Património Cultural na
Europa”
Centros Históricos e Vida Contemporânea
GECoRPA e APCA celebram protocolo de parceria no âmbito de
um seminário conjunto
GECoRPA e CNC promoveram “Passeio de Domingo” pelo centro
histórico lisboeta
Câmara Municipal de Avis organizou Seminário
“Tradição e
Inovação Arquitectura e Ambiente”
Arquinave
e Trimétrica Engenharia associam-se ao GECoRPA
Placas de Latão "Associado GECoRPA"
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Placards de Obra
Arquivo |
Plano de Actividades 2010
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Sismo de
Port au Prince - O efeito em certas zonas de Lisboa de um
sismo
igual ao de 1755 será semelhante |
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O
recente sismo de Port au Prince veio pôr a nu graves
insuficiências estruturais do parque edificado daquela
cidade. A construção predominante é de betão de má
qualidade, sendo os edifícios de vários andares
constituídos por lajes de betão armado e paredes de
blocos de cimento. Tais edifícios ou não têm pilares ou
têm-nos de reduzida resistência. Quando actuou o sismo,
as paredes desses edifícios cederam e as lajes de betão
armado caíram umas sobre as outras, esmagando quem
estivesse no interior.
Acontece que muitos dos edifícios de Lisboa, construídos
na primeira metade do século XX, seguem um conceito
estrutural semelhante: as paredes são de alvenaria de
pedra ou tijolo, frequentemente de má qualidade, e os
pavimentos são de betão armado. Se (ou, melhor, quando),
actuar em Lisboa um sismo idêntico ao de 1755, esses
edifícios terão um comportamento igual aos de Port au
Prince. É bom que se tome consciência disso.
Para além destes edifícios, que ocorrem em zonas como
Bairro Azul, Avenidas Novas, Alvalade, um sismo como o
de 1755 terá efeitos devastadores idênticos aos do
recente sismo do Haiti, em zonas de prédios muito mais
antigos e degradados, como a Baixa Pombalina e outros
bairros históricos de Lisboa.
Consciente da situação de vulnerabilidade estrutural de
grande parte do edificado de Lisboa – e de outras
cidades do País – o GECoRPA entende ser seu dever
alertar os responsáveis e a sociedade civil.
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Vítor
Cóias |
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O
GECoRPA dirige exposição ao Director do IGESPAR a propósito
de três concursos para obras em monumentos nacionais
O IGESPAR abriu, recentemente, três concursos públicos para
intervenções de conservação em três monumentos nacionais,
património mundial da UNESCO: Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro
da Batalha e Convento de Cristo, em Tomar.
Apesar da legislação aplicável ao exercício de actividade
de empreiteiro, concebida sobretudo para a construção
corrente, prever uma qualificação própria para as obras em
monumentos e imóveis classificados, tal qualificação não foi
exigida. Foi considerado suficiente, de acordo com os
programas de concurso das três empreitadas, que o
concorrente possuísse o “alvará” (licença) de empreiteiro
geral de reabilitação e conservação de edifícios. Por outro
lado, e para reduzir ainda mais o grau de exigência, o
critério de adjudicação adoptado foi o do preço mais baixo.
Em resultado, estão indigitados para adjudicatários destes
três concursos empreiteiros generalistas que se dedicam à
construção corrente de prédios e moradias, utilizando o
betão armado, sem a qualificação que devia ter sido exigida
face à natureza dos monumentos onde as intervenções vão ser
realizadas.
Os métodos e critérios adoptados pelo IGESPAR nestes três
concursos terão pesadas consequências, a concretizarem-se
estas adjudicações:
•
Colocarão sérias dúvidas quanto aos resultados das
intervenções, pondo em risco monumentos nacionais que são,
também, património mundial da UNESCO, o que é, desde logo,
incompatível com a própria missão de salvaguarda do IGESPAR;
•
Contrariarão os esforços de especialização que as empresas
vocacionadas para a conservação do património vêm fazendo ao
longo dos anos, no sentido de manterem vivos os saberes
tradicionais e o conhecimento das antigas técnicas e
materiais, conservarem artífices e operários especializados
e formarem continuamente os seus recursos humanos de modo a
dominarem os melhores métodos e técnicas de intervenção;
•
Criarão um perigoso precedente, que tenderá a ser seguido
por outras entidades adjudicantes de intervenções em
monumentos e imóveis classificados, com prejuízos
incalculáveis.
De notar que a não exigência de quaisquer requisitos de
qualificação desrespeita as cartas e recomendações
internacionais (algumas das quais ratificadas por Portugal),
que determinam que as intervenções em bens culturais imóveis
sejam executadas por profissionais e empresas com
qualificações específicas. Contraria, designadamente, a
Declaração de Roma (Assembleia do Comité Nacional Italiano
do ICOMOS, 9-10 de Junho de 1983), a Convenção Quadro sobre
o valor do Património Cultural para Sociedade (Conselho da
Europa, Faro, 27 de Outubro de 2005), a Carta de Vila Vigoni
(Bens Eclesiásticos, Março de 1994) e a Carta de Cracóvia,
de 2000 – Princípios para a Conservação e Restauro do
Património Construído.
Aliás, a inexistência de requisitos de qualificação
desrespeita a própria obrigação do Estado, do Ministério da
Cultura e do IGESPAR de zelar pela salvaguarda dos bens
culturais imóveis, designadamente os números 2 e 3 do Artigo
3.º da Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro, o número 2, alínea
c), do Artigo 60.º da mesma Lei, o número 2, alínea f),
Artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 215/2006 de 27 de Outubro e o
número 4, alínea o), do Artigo 3.º Decreto-Lei n.º 96/2007
de 29 de Março.
Conforme se refere acima, as habilitações requeridas não
respeitam, sequer, o Decreto-Lei n.º 12/2004, de 9 de
Janeiro, que estabelece o regime dos “alvarás”,
designadamente os números 1 e 2 do Artigo 31.º –
Exigibilidade e verificação das habilitações, dado que a
mera exigência do IGESPAR da classe de empreiteiro geral de
reabilitação e conservação de edifícios não é adequada à
realização da obra em causa, sendo a exigência da 10.ª
subcategoria da 1.ª categoria, e da classe correspondente ao
valor da empreitada a única habilitação adequada, uma vez
que está em causa o restauro de bens imóveis
histórico-artísticos. O argumento da alegada simplicidade
das obras de restauro postas a concurso também não colhe,
porque a Portaria n.º 19/2004, de 10 de Janeiro, ao
consagrar uma 10.ª subcategoria para o Restauro de bens
imóveis histórico-artísticos, não se refere ao tipo de obra
a executar, mas sim à natureza do edifício (património
arquitectónico) objecto da intervenção.
O procedimento escolhido – concurso público – com a
agravante do critério de selecção ser o do preço mais baixo,
não é o adequado para intervenções em bens culturais
imóveis, que devem ser confiadas a empresas com qualificação
específica. De entre os procedimentos previstos no Código
dos Contratos Públicos (CCP), aprovado pelo Decreto-Lei n.º
18/2008, de 29 de Janeiro, para a escolha das entidades a
contratar, existem dois procedimentos que permitem a escolha
pelas entidades adjudicantes daqueles que deverão ser os
mais qualificados para apresentar proposta: o ajuste
directo e o concurso limitado por prévia qualificação.
Finalmente, os critérios adoptados nestes três concursos,
pelo IGESPAR, contrariam o compromisso assumido pelo GECoRPA
e o então IPPAR de, nos termos do protocolo assinado em 7 de
Dezembro de 2006, cooperarem com o objectivo de contribuírem
para a excelência nas intervenções de conservação e restauro
do património.
Face à gravidade destes factos, o GECoRPA dirigiu ao IGESPAR
uma exposição em que solicita que os referidos concursos
sejam repetidos em moldes que assegurem a salvaguarda dos
bens culturais em causa, para o que é indispensável que as
empresas executantes envolvidas possuam a necessária
qualificação. Nessa exposição, o GECoRPA reiterou a sua
disponibilidade para, nos termos do protocolo acima
referido, colaborar na definição dos “requisitos
complementares” de qualificação a exigir às empresas de
construção que pretendam dedicar-se à conservação do
património.
Lisboa, 21 de Dezembro de 2009
A Direcção do GECoRPA
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GECoRPA marca
presença na Concreta 09
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Como tem vindo a ser tradição, o GECoRPA esteve presente com
um stand na edição deste ano da Concreta (Exponor). Neste
espaço, foram disponibilizadas informações diversas sobre os
objectivos e actividades do Grémio e das suas empresas
associadas.
O GECoRPA organizou, ainda, no último dia da feira, o
seminário “Qualificação e prática na reabilitação do
património”. Estiveram presentes cerca de 150 pessoas,
maioritariamente jovens, que tiveram uma activa participação
no evento. A sessão foi apresentada pelo engenheiro Filipe
Ferreira, membro da direcção do GECoRPA, e teve como
oradores o engenheiro Vítor Cóias, Presidente do GECoRPA, o
professor Aníbal Costa da Universidade de Aveiro, a
arquitecta Teresa Novais da Secção Regional do Norte da
Ordem dos Arquitectos, a arquitecta Ângela Melo da Direcção
Regional de Cultura do Norte, a arquitecta Cristina Costa da
Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, o professor Arlindo
Begonha da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto,
o professor Paulo Lourenço da Universidade do Minho e a
arquitecta Paula Silva da Direcção Regional de Cultura do
Norte.
As comunicações versaram diferentes aspectos da
reabilitação, tendo sido apresentados estudos de caso, assim
como reflexões sobre o futuro do sector. No encerramento do
seminário foi destacada a importância da qualificação dos
recursos humanos das empresas que se dedicam à conservação
do património e a necessidade destas possuírem uma adequada
estrutura organizativa, como condições essenciais para o
sucesso das intervenções, face à sua elevada especificidade
metodológica e tecnológica.
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RSB |
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12.º Aniversário do GECoRPA
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Assinalou-se em Outubro mais um aniversário do GECoRPA,
associação empresarial sem fins lucrativos que tem vindo a
afirmar-se em defesa das boas práticas nas áreas da
reabilitação do edificado e da conservação do património
arquitectónico, procurando agregar as empresas deste sector
e defender os seus interesses.
As várias
iniciativas do GECoRPA – sobretudo os colóquios e
conferências nacionais e internacionais, o Prémio GECoRPA e
a publicação ininterrupta da revista Pedra & Cal, têm
contribuído para promover a qualidade e o rigor das
intervenções. Passados doze anos, persistem – se é que não
se agravaram – as razões que levaram à fundação da
associação e mantêm-se os objectivos iniciais por que ela se
bate:
.
Cooperação na defesa de interesses comuns das empresas, de
um melhor ordenamento do sector e, em particular, de uma
adequada regulação do mercado;
. Formação
e informação especializadas e promoção das boas práticas;
.
Contributo cívico para o progresso da Sociedade e do País,
em defesa do património arquitectónico e, por extensão, do
património natural.

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Fórum AR&PA sobre “A Economia do Património Cultural na
Europa”
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O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, acolheu, no passado dia
26 de Outubro, o II Fórum AR&PA sobre
“A Economia do Património Cultural na Europa”, organizado
pela Junta de Castela e Leão em parceria com IGESPAR, e que
teve por objectivo analisar, com os agentes do sector em
Portugal, a linha de actuação contida na “Carta de
Bruxelas”.
O II Fórum estabeleceu como prioridades a realização de
planos de trabalho para impulsionar o papel crescente da
cultura na economia, nomeadamente, o estabelecimento de
indicadores e a compilação e a análise das melhores
práticas. Teve, igualmente, o propósito de firmar uma
cooperação, em matéria de património cultural, entre o
IGESPAR e a Junta de Castela e Leão. O GECoRPA foi
representado pelo seu presidente, Vítor Cóias, que
participou nesta iniciativa, ao lado de representantes de
entidades culturais de Portugal, Espanha, França, Itália e
Noruega.
A organização aproveitou o evento para divulgar, entre os
participantes, a VII Feira do Restauro e Gestão do
Património “Sociedade e Património”que se assume como um
lugar de encontro e debate entre os profissionais do sector,
a realizar, de 11 a 14 de Novembro de 2010, em Valladolid,
Espanha.
EGC
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Centros Históricos e Vida
Contemporânea
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Decorreu, no dia 6 de Novembro, o ciclo de conferências
“Centros Históricos e Vida Contemporânea”, no Auditório do
Metropolitano de Lisboa, promovido pelo Instituto da
Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), em colaboração
com o ICOMOS-Portugal. Esta iniciativa teve por objectivo
fomentar a reflexão sobre as metodologias a desenvolver nas
acções de reabilitação nos centros históricos, optimizando a
relação custo-benefício nas intervenções. Focaram-se quatro
aspectos das intervenções em centros históricos: a
reabilitação de edifícios, a reabilitação de conjuntos
urbanos, os aspectos técnico-profissionais e as políticas e
promoção.
Os intervenientes provieram de vários organismos e
entidades: universidades, empresas, IHRU, LNEC, IGESPAR,
Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros, Turismo do
Douro, Associação Portuguesa dos Municípios com Centro
Histórico e Sociedades de Reabilitação Urbana.
Em representação do GECoRPA foi orador o seu presidente,
Vítor Cóias, que interveio no painel “Aspectos
técnico-profissionais”, realçando o contributo da
reabilitação e da conservação do património para a
sustentabilidade e a necessidade de adequar o quadro
legislativo e regulamentar do sector. Abordou, igualmente, o
“Programa Cheque-obra”, destacando os riscos que envolve se
não forem utilizados critérios de qualidade na selecção das
empresas que executam as intervenções realizadas ao abrigo
deste programa.
Vítor Cóias relembrou que o GECoRPA tem vindo a desenvolver
um sistema de qualificação para o sector, recentemente
apresentado ao IGESPAR, e insurgiu-se, a propósito, contra a
admissão a concurso, pelo IGESPAR, para intervenções em
monumentos nacionais, de empresas sem a necessária
qualificação.
EGC
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GECoRPA e APCA celebram protocolo de
parceria no âmbito de um seminário conjunto
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Teve lugar, no passado dia 14 de Novembro, no Palácio dos
Marqueses de Fronteira, em Lisboa, o seminário “A Qualidade
nas Intervenções de Conservação, Reabilitação e Valorização
das Casas Antigas”.
Esta iniciativa conjunta da Associação Portuguesa das Casas
Antigas (APCA) e do GECoRPA teve o propósito de sensibilizar
para o papel das casas antigas (CA) enquanto fonte de
memória histórica, promover a qualidade/economia dos
projectos de conservação e reabilitação das CA e divulgar
programas de financiamento.
Uma sala cheia acolheu os intervenientes, estando a
abertura a cargo de D. Fernando Mascarenhas, 12.º Marquês de
Fronteira e vice-presidente da APCA. Seguiu-se a
apresentação do projecto “Ruin’Arte”, do fotógrafo Gastão
Brito e Silva, que denunciou, através da fotografia, a
degradação do nosso património arquitectónico. A comunicação
seguinte, pela voz do ex-Ministro da Cultura, José Pinto
Ribeiro, focou o património cultural enquanto fonte de
desenvolvimento. Na sequência, Alexandre Bettencourt,
director da APCA, salientou os benefícios na manutenção da
ligação histórica e patrimonial entre as CA e os seus
proprietários, ao invés da generalização de projectos
visando “recuperações totais” ou a construção de “hotéis de
charme”.
Em relação às intervenções de conservação e reabilitação
propriamente ditas, ouvimos Vítor Cóias, presidente do
GECoRPA, sublinhar a importância da qualificação dos agentes
intervenientes, as vantagens da reabilitação (aos níveis
económico, cultural e ambiental), bem como a sua
especificidade dos pontos de vista metodológico e
tecnológico. Por sua vez, Luís Mateus, director da Monumenta,
Ld.ª, realçou conceitos e critérios que devem orientar as
intervenções, apresentando exemplos concretos de
reabilitação pouco intrusiva de edifícios antigos.
Finalmente, os interessados nesta problemática foram
informados, pela directora da divisão de planeamento da
Tecninvest, Alexandra Mendonça, sobre os programas de
incentivo ao investimento e de financiamento a que os
proprietários de CA podem recorrer para as intervenções de
conservação e reabilitação.
As conclusões deste encontro ficaram a cargo de Hugo O’Neill,
presidente da APCA, que enfocou o desconhecimento de muitos
dos assuntos abordados, por parte dos proprietários que, sem
uma estrutura de apoio como a APCA, não acedem à informação
disponível.
O seminário terminou com a assinatura de protocolos de
parceria entre a APCA e o GECoRPA e entre a APCA e a
Tecninvest. O GECoRPA e a APCA acordaram apoiar
reciprocamente as suas actividades e colaborar em acções de
formação e divulgação dos princípios, metodologias,
requisitos e tecnologias conducentes à qualidade nas
intervenções de conservação e reabilitação das CA.
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EGC
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GECoRPA e CNC promoveram “Passeio de
Domingo” pelo centro histórico lisboeta
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A convite do Centro Nacional de Cultura (CNC), o GECoRPA
participou na organização do “Passeio de Domingo”, realizado
no passado dia 28 de Junho, pelo centro histórico de Lisboa.
O percurso foi conduzido pelo arquitecto Filipe Lopes,
presidente da OPRURB (Associação Ofícios do Património e da
Reabilitação Urbana) e pelo engenheiro Vítor Cóias,
presidente do GECoRPA.
A caminhada começou no Castelo de São Jorge e acabou em
plena Baixa lisboeta, com a visita a um estaleiro conduzida
pelo engenheiro Luís Mateus da Monumenta, Conservação e
Restauro do Património, Ld.ª.
O passeio teve por objectivo sensibilizar para a importância
da “qualidade” nas intervenções de reabilitação do
edificado. Ao longo do trajecto, os participantes foram
confrontados com exemplos práticos de reabilitação urbana,
positivos e negativos...
À entrada do Castelo de S. Jorge, Vítor Cóias fez uma
introdução à visita, seguido de Filipe Lopes, que explicou o
conceito de reabilitação. Efectivamente, o âmbito da
reabilitação alargou-se desde o interesse renascentista
exclusivo por edifícios antigos, gregos e romanos, até aos
edifícios mais recentes. Mediante o tipo de edifício e a sua
antiguidade, as intervenções são distintas, advindo daí
dois conceitos: o restauro e a reabilitação. O primeiro
aplica-se a obras/monumentos históricos, enquanto o segundo
a bairros antigos mais modestos e ainda habitados. A
reabilitação abrange, além do edificado, os espaços
públicos, os transportes e o bem-estar dos residentes. Em
Lisboa, a génese da reabilitação urbana remonta à década de
80, nos bairros de Alfama e da Mouraria, estendendo-se, nos
anos 90, ao Castelo, Bairro Alto, Madragoa, Bica, a um
conjunto de núcleos (Carnide, Lumiar, Ameixoeira e Olivais
Velho) e a uma centena de pátios e vilas. O custo médio
deste programa cifrou-se pela metade do correspondente à
construção de habitação social nova na periferia.
Após a visita ao Castelo de S. Jorge, cuja vista
privilegiada permitiu tecer considerações sobre a
visibilidade do edificado, a caminhada continuou por ruas
estrategicamente escolhidas para mostrar o estado de alguns
edifícios que merecem ser reabilitados, ou que já o foram
de forma deficiente: desceu-se a Costa do Castelo, as
Escadinhas da Achada, o Largo da Achada (onde se assistiu à
queda, em directo, de parte de uma varanda que quase atingiu
um turista...), a Rua das Farinhas, o Largo da Rosa, a Rua
Marquês de Ponte de Lima, até à Praça da Figueira.
Percorreu-se, ainda, a Rua dos Fanqueiros até ao estaleiro
da Rua do Comércio. Constatou-se que um dos graves problemas
da reabilitação é o mau (ou falta de) planeamento:
projectos mal concebidos cujas verbas rapidamente se
esgotam, ficando as obras por concluir.
Na Rua do Comércio, visitou-se um edifício que introduziu no
passeio a análise de aspectos do foro construtivo e
estrutural. Ao contrário do que geralmente acontece nas
reconstruções da Baixa, que adulteram as estruturas
pombalinas, neste edifício a reabilitação estrutural foi
feita com técnicas pouco intrusivas. A sua revitalização
passou por diferentes fases, desde o primeiro levantamento
das estruturas de madeira até ao reforço estrutural, a cargo
da Monumenta, Ld.ª. A fase de acabamentos, por sua vez,
está a cargo da Construtora Vila Franca, Ld.ª. Vítor Cóias
apresentou algumas maquetes virtuais de dispositivos pouco
intrusivos actualmente utilizados na reabilitação de
fundações e estruturas de edifícios antigos para aumentar a
sua resistência sísmica.
Ao longo do passeio focaram-se diferentes aspectos da
reabilitação urbana como o urbanismo, a arquitectura, a
construção e as estruturas. Realçou-se o papel dos bairros
como factor de coesão comunitária, dado que reforçam a
memória colectiva, demonstrando, igualmente, que reabilitar
é gerir, pois além das preocupações ecológicas, é uma forma
de combater a crise (economia de materiais e de energia,
promoção de emprego qualificado). Concluiu--se, portanto,
que uma reabilitação correcta é garante de sustentabilidade
urbanística, social, ambiental e económica.
EGC
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Início da visita em frente à
Casa do Governador,
no Castelo de S. Jorge. |

O "passeio
de domingo" desceu a Costa do Castelo
passando pelas
Escadinhas da Achada. |
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A queda, em directo, no Largo da Achada, de parte da varanda
em plena caminhada no centro histórico…
|
Os andaimes, cuja presença se eterniza na Mouraria.
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BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
CÓIAS, Vítor – Reabilitação estrutural de edifícios
antigos. Técnicas pouco intrusivas, Lisboa, GECoRPA/Argumentum,
2007.
MATEUS, Luís Pedro – “A gaiola pombalina. A viabilidade na
recuperação estrutural”, in Pedra & Cal n.º 36 (Outubro –
Dezembro 2007), pp. 30-31. |
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Câmara Municipal de Avis organizou
Seminário “Tradição e Inovação Arquitectura e Ambiente”
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O Município de Avis, em parceria com a Ordem dos Arquitectos
– Delegação de Portalegre, organizou, no dia 30 de Junho, o
seminário “Tradição e Inovação | Arquitectura e Ambiente”,
que teve lugar no Auditório Municipal José Carlos Ary dos
Santos.
O evento contou com a presença do Dr. Manuel Coelho,
presidente da Câmara Municipal de Avis, que abriu a sessão,
e teve por moderador o engenheiro Joaquim Monteiro,
director do departamento técnico do município de Avis. O
GECoRPA foi representado pelo engenheiro Artur Correia da
Silva (presidente da mesa da Assembleia Geral) que focou o
tema da “Reabilitação do edificado como contributo para a
sustentabilidade do sector da construção”.
Ao longo da sessão, debateram-se questões relacionadas com a
sustentabilidade energética e ambiental, realçando-se as
consequências da construção nova para o ambiente e as
vantagens da reabilitação para a sustentabilidade da
construção. Por outro lado, destacou-se a importância da
reabilitação energética para a auto-sustentabilidade dos
edifícios, que os torna mais eficientes garantindo maior
protecção ambiental.
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EGC
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Arquinave e Trimétrica Engenharia associam-se ao GECoRPA
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No passado mês de Julho, a Arquinave – Sociedade de
Construções, S. A. e a Trimétrica Engenharia, Ld.ª
associaram-se ao GECoRPA.
A Arquinave é uma empresa do Grupo Aermigeste, com vasta
experiência na área da construção civil e obras públicas,
dedicando-se à engenharia, construção, manutenção e
reabilitação de edifícios para habitação, serviços e
comércio. Entre as várias empreitadas assumidas, destaca-se
o arranjo interior do Castelo de Silves, Casa de Chá e
Cisterna, para a SilvesPolis (Câmara Municipal de Silves), e
a recuperação e readaptação da área museológica do Mosteiro
de St.ª Maria da Flor da Rosa, para o IGESPAR.
A Trimétrica Engenharia é uma empresa vocacionada para a
consultoria, em todos os aspectos do projecto e
fiscalização, de obras de engenharia civil. Esta empresa
está habilitada na área de estudos e projectos de
reabilitação e reforço com vista a melhorar a segurança,
actuando em vários tipos de estruturas e materiais. De entre
os projectos que já desenvolveu – edifícios residenciais,
comerciais e institucionais, instalações industriais,
reabilitação e reforço de estruturas antigas e recentes,
obras hidráulicas e geotécnicas –, destacam-se os projectos
de reforço de estruturas da Quinta de Santo António em
Algés, da Fundação Oriente, em Lisboa, ou do Convento de
Santo Estêvão, em Penamacor.
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Placas de Latão
"Associado GECoRPA" |
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Destinadas à certificação das empresas como associadas do Grémio, as
Placas de Latão foram criadas para distinguir a qualidade das
intervenções dos sócios no Património Arquitectónico e Construções
Antigas. |
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Placa de latão para Associados. |
Mantendo-se como propriedade da Associação, as Placas podem ser
alugadas aos sócios que as requeiram. Será seleccionada a placa
correspondente ao ano de ingresso, que poderá ser colocada na sua
empresa como elemento de distinção na defesa dos princípios de
excelência na salvaguarda do Património Arquitectónico. Para mais
informações, contacte o GECoRPA.
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Selecção e Disponibilização de
Novos Produtos de Merchandising: Placards de Obra |
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O
GECoRPA tem vindo a seleccionar alguns produtos de merchandising
para disponibilizar aos sócios. Destes produtos destacam-se os
Placards de Obra, ideados para distinguir a qualidade das
intervenções, no património arquitectónico e construções antigas,
dos sócios GECoRPA. Estes placards, disponíveis em lona e em várias
dimensões, destinam-se à divulgação da empresa como associada do
Grémio, integrando os logotipos e contactos de ambos e uma frase à
escolha do associado.
Para
saber mais sobre os nossos produtos de merchandising,
contacte-nos. |
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Placard de obra para
divulgação das empresas como associadas do Grémio. |
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