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Corpo estranho na imaginosa arquitectura manuelina dos Jerónimos, à cabeceira da igreja sempre foram dirigidas as desconfianças de uma crítica que nunca se reviu na secura das formas típicas da arquitectura portuguesa da segunda metade de Quinhentos, nem tão-pouco nas convenções plásticas da pintura maneirista do grande retábulo que ali se colocou entre 1570 e 1572. Uma e outra receberam, entretanto, a atenção merecida pelo seu justo valor e é possível considerá-las, actualmente, como duas das mais singulares expressões da arte portuguesa da Idade Moderna, agora reunidas no presente estudo publicado pelo IPPAR.