|

Apresentação
|
Editorial |
Índice
|
Números Anteriores
|
Assinatura
APRESENTAÇÃO
|
A
Equipa da Pedra&Cal
Director:
Vítor Cóias e Silva
Coordenação:
Cátia Marques
Secretariado:
Elsa Fonseca
Produção Gráfica,
grafismo, paginação e angariação de publicidade:
Loja da Imagem
Impressão:
Onda Grafe - Artes Gráficas, Lda.
Distribuição:
VASP S.A.
Conselho
Redactorial:
João Appleton, João Mascarenhas
Mateus, José Aguiar,
Miguel Brito Correia,
Teresa Campos Coelho
|
|
voltar ao
topo |
EDITORIAL
n.º 26
|
É típico das
sociedades menos desenvolvidas terem dificuldade em aproveitar bem
todos os recursos de que dispõem. Ao contrário, assiste-se, nos
países mais "ricos", a um desperdício menor, tirando-se partido dos
recursos de uma forma mais rigorosa e eficaz. Por isso, os países
pobres e atrasados são-no, em grande parte, mais por culpa própria
do que alheia. |
|
Portugal dispõe de
valiosíssimo e variadíssimo património, seja na esfera cultural
– de que o património arquitectónico é apenas uma parte – seja na
esfera natural, com as suas serras e planícies, os seus
estuários e o seu extenso litoral.
O património móvel e,
também, o património dito integrado, isto é, aqueles bens
culturais que fazem parte ou estão fisicamente adstritos aos
imóveis, e que pela sua natureza e história se tornou bem cultural,
são exemplos de recursos que bem poderiam ser melhor explorados, se
postos ao serviço de um turismo de qualidade. É essa a ideia que
ressalta do conteúdo deste número da Pedra & Cal. |
 |
|
Sofremos, no entanto,
o estigma dos pobres: em lugar de procurar visitantes cultos e
selectivos, que nos escolham como destino turístico para connosco
usufruírem a nossa herança histórica e a nossa riqueza natural,
parecemos apostados em maximizar o turismo de sol e lua -
praia durante o dia e copos durante a noite – fórmula enganosa de
que outros,
mais avisados, se
estão a livrar.
De facto, os nossos governantes arranjam todos os meios – legais ou
ínvios – para "agilizar" o licenciamento de mais urbanizações, mais
hotéis, mais resorts, aparentemente esquecidos de que somos
um país pequeno, de que a nossa infaestrutura de abastecimento de
água e saneamento não pode suportar tanta gente e de que importamos
quase tudo o que esse turismo massificado consome: desde a comida
com que se alimenta até à energia e aos combustíveis que gasta.
Isto no curto e médio
prazo: porque a longo prazo os danos de uma tal política – de que se
vão sentir os nossos filhos e netos - são incalculáveis: uma orla
costeira betonizada, o melhor das nossas áreas protegidas
resortizadas e os nossos centros históricos embalsamados no meio
de um urbanismo caótico.
Estarei a ser
catastrofista? Receio bem que não, se não mudar a visão de quem nos
governa e, sobretudo, se não contribuirmos para que surja
rapidamente uma massa crítica de cidadãos responsáveis e
exigentes, que estimulem e promovam essa mudança.
|
|
1
Manuel
Castells, em recente entrevista ao "Público": "...esse modelo é
insustentável porque é mais fácil fazê-lo noutros países do Terceiro
Mundo, mais baratos e menos deteriorados ambientalmente."
|
|
V. Cóias e
Silva, Director |
|
voltar ao
topo |
NÚMEROS
ANTERIORES
|
Carregue nas revistas
para consultar os respectivos índices
|
|
|
|
 |
 |
|
voltar ao
topo |
|