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APRESENTAÇÃO
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A
Equipa da Pedra&Cal
Director:
Vítor Cóias e Silva
Coordenação:
Cátia Marques
Secretariado:
Elsa Fonseca
Produção Gráfica,
grafismo, paginação e angariação de publicidade:
Loja da Imagem
Impressão:
Onda Grafe - Artes Gráficas, Lda.
Distribuição:
VASP S.A.
Conselho
Redactorial:
João Appleton, João Mascarenhas
Mateus, José Aguiar,
Miguel Brito Correia,
Teresa Campos Coelho
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EDITORIAL
n.º 27
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Instalações e sistemas dos edifícios
antigos:
conforto não implica adulteração |
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Para poderem desempenhar convenientemente as suas
funções essenciais e proporcionarem adequadas condições de
habitabilidade, conforto e segurança, os edifícios devem dispor de
um conjunto de instalações e sistemas: abastecimento de água,
drenagem de esgotos, abastecimento de gás, abastecimento de energia
eléctrica, iluminação, telecomunicações (telefone, TV por cabo, TV
satélite), aquecimento, ventilação e ar-condicionado, detecção e
combate a incêndios, anti-intrusão, elevadores. |
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A
execução dessas instalações e sistemas é, desde logo, uma das
principais origens de alterações importantes. De facto, a execução e
posterior actualização, ao longo do tempo, de instalações de
abastecimento de água, de gás, de electricidade bem como a execução
de redes de esgotos, provocaram, nos edifícios antigos, em geral, e
nos pombalinos, em particular, danos e adulterações importantes. O
mesmo se passa com os sistemas de ventilação e climatização e com os
elevadores, sobretudo se tais tipos de trabalho forem concebidos e
executados de forma incompetente ou descuidada e recorrendo, nas
alterações estruturais, ao betão armado. O impacte negativo das
instalações e sistemas continua, depois, quando o seu funcionamento
se revela deficiente. As fugas nas canalizações de abastecimento de
água e de drenagem das águas usadas revelam-se particularmente
nocivas. |
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Os edifícios antigos, a reabilitar, precisam, sem dúvida, de ser
dotados de um melhor isolamento sonoro e térmico, de melhores
acessos, de casas de banho e de cozinhas que permitam uma utilização
segundo os padrões actuais de conforto e habitabilidade. Porém, tal
não implica a sua adulteração. Grande parte dos fabricantes
internacionais de equipamentos para edifícios de habitação tem hoje
linhas de produtos pensados especificamente para intervenções de
reabilitação pouco intrusivas. Por exemplo, os fabricantes mais
importantes de elevadores têm soluções que dispensam a casa de
máquinas, com o mecanismo concebido para caber em espaços
confinados, e com elevação feita a partir da base. Para as "zonas
húmidas" do edifício, casas de banho e cozinhas, há modelos em
"kit", completos, que se podem instalar, de uma forma quase
reversível, sem demolição de paredes ou outros danos. O mesmo se
passa em relação às instalações sanitárias, canalizações de
abastecimento de água, canalizações de esgotos, instalações
eléctricas e ventilação. Mas os equipamentos e instalações
especialmente concebidas para a reabilitação de edifícios antigos,
não resolvem, só por si, o problema: é necessário que os donos de
obra sejam suficientemente exigentes (por si ou por imposição
regulamentar) e que os construtores e, sobretudo, os projectistas,
possuam as qualificações adequadas. Daí que o GECoRPA se venha
batendo para que o sistema dos "alvarás" tenha categorias
específicas para a reabilitação e que um sistema de classificação
idêntico seja criado para os projectistas.
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Vítor Cóias, Director |
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