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Assinatura
APRESENTAÇÃO
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A
Equipa da Pedra&Cal
Director:
Vítor Cóias
Coordenação:
Cátia Marques
Secretariado:
Elsa Fonseca
Produção Gráfica,
grafismo, paginação e angariação de publicidade:
Loja da Imagem
Impressão:
Impriluz, Gráfica, Lda.
Distribuição:
VASP S.A.
Conselho
Redactorial:
João Appleton, João Mascarenhas
Mateus, José Aguiar,
Miguel Brito Correia,
Teresa
de Campos Coelho
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EDITORIAL
n.º 29
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Salvaguardando o valor tecnológico dos edifícios históricos |
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É hoje ponto assente
que a salvaguarda de um monumento ou de um edifício histórico passa
pela manutenção do seu valor tecnológico, isto é, pela
preservação dos materiais e técnicas construtivas utilizadas, e por
extensão, do funcionamento estrutural original. Na base deste
requisito encontra-se a moderna teoria da conservação, imperativa no
caso dos edifícios e de outras construções de reconhecido valor
cultural, por força das cartas e convenções internacionais
subscritas por Portugal. Mas não só nos monumentos e edifícios
históricos a manutenção dos materiais e funcionamento estrutural
original é defensável: mesmo em edifícios antigos correntes –
aqueles que não constituem património arquitectónico relevante – se
justifica idêntica abordagem: é que, se isso for feito, reduz-se o
impacto da intervenção de reabilitação quer do ponto de vista
ambiental – através da redução da quantidade de entulhos e resíduos
produzidos, e da quantidade de materiais novos consumidos – quer do
ponto de vista dos utentes do bairro e da cidade, possibilitando
estaleiros mais pequenos e menos transportes pesados. |
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O recurso criterioso a
técnicas de reabilitação recentes, conjugadas com os ofícios
tradicionais, permite responder, na prática, a este desiderato. A
substituição de pavimentos e coberturas antigas de madeira por
outras de aço e betão armado não é hoje senão uma alternativa –
pesada e intrusiva – a uma verdadeira caixa de
ferramentas de reabilitação estrutural onde o projectista e o
construtor avisados podem ir buscar soluções técnicas respeitadoras
da autenticidade, do ambiente e dos utentes da cidade. A
substituição dos elementos estruturais de madeira pode ser selectiva
e a sua reparação estrutural pode ser pontual, cingindo-se às partes
afectadas por insectos xilófagos ou por podridões, que podem ser
removidas e substituídas por próteses de madeira idêntica,
solidamente implantadas no elemento original. |
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O próprio
comportamento das estruturas de madeira em caso de incêndio –
frequentemente tratado de forma redutora – pode ser, hoje,
melhorado, através de materiais e técnicas de tratamento de eficácia
comprovada.
Ao dedicar o número 29
da Pedra & Cal à reabilitação das estruturas de
madeira, espera-se contribuir para desfazer alguns equívocos e
preconceitos quanto à preservação das partes de madeira das
construções antigas e, por esta via, para a salvaguarda da
autenticidade construtiva e estrutural dos edifícios antigos, e para
a redução dos impactos das intervenções de reabilitação. |
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Vítor
Cóias, Director |
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