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APRESENTAÇÃO
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A
Equipa da Pedra&Cal
Director:
Vítor Cóias
Coordenação:
Cátia Marques / Joana Gil Morão
Secretariado:
Elsa Fonseca
Produção Gráfica,
grafismo, paginação e angariação de publicidade:
Loja da Imagem
Impressão:
Colprinter, Indústria Gráfica, Ld.ª
Distribuição:
VASP, S. A.
Conselho
Redactorial:
João Appleton, João Mascarenhas
Mateus, José Aguiar,
Miguel Brito Correia,
Teresa
de Campos Coelho
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EDITORIAL
n.º 30
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Tecnologias da
Informação:
depois da revolução, a qualificação |
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Desde a sistematização e
disponibilização de grandes volumes de dados sobre os monumentos e
os sítios até à análise estrutural e verificação da segurança das
construções antigas, as tecnologias de informação (TIs)
constituíram-se em ferramentas hoje praticamente indispensáveis a
todos quantos têm à sua responsabilidade inventariar, gerir e
conservar o património construído de um país.
Descontando os elementos de “moda” ou
de “marketing”, sempre presentes quando se trata de decidir quanto à
adopção de novos materiais e de novas tecnologias, as TIs vieram, de
facto, revolucionar a gestão do conhecimento atinente ao património
arquitectónico. Desde logo, a disponibilização de vastíssima
informação através da Internet junto do cidadão comum, veio
facilitar o objectivo último da salvaguarda do património
arquitectónico, que é permitir o usufruto das construções, enquanto
bens culturais, pelo maior número possível de pessoas, no presente e
no futuro. Adicionalmente, abriu novas e valiosíssimas oportunidades
a todos aqueles que optam por fazer do património construído o seu
objecto de estudo ou de profissão. |
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A democratização do conhecimento sobre
o património construído, além do melhor antídoto contra a ignorância
atrevida, acaba, também, por se constituir como um linha de defesa
eficaz contra as ameaças a que esse património se encontra
permanentemente sujeito, por parte de quem nunca cessa de congeminar
formas de retirar proveito próprio daquilo que pertence a todos.
Como ferramentas que são, o seu bom ou
mau uso depende sobretudo da competência do artífice. Uma boa
ferramenta não garante um bom resultado e o seu uso por utilizadores
mal preparados torna-se tanto mais perigoso quanto mais poderosa é a
ferramenta. Ao limite, uma ferramenta até pode ser utilizada como
uma arma. |
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Este facto conduz a uma questão
fundamental, que é a da qualificação: uma ferramenta é um recurso
que se usa para aplicar um método ou uma técnica. É necessário que a
competência ou destreza do operador do método ou da técnica sejam
verificadas por uma entidade que reúna condições para o fazer. São
hoje anedóticas, por exemplo, as situações resultantes do uso
indevido dos programas de cálculo automático utilizados em
engenharia de estruturas.
Segundo o que o GECoRPA tem defendido,
não basta exigir qualificação às empresas que executam as
intervenções em obra. É necessário que a mesma exigência seja feita
às empresas que elaboram os projectos e às que recolhem, através de
inspecções e ensaios, a informação para tal necessária. A
qualificação destas empresas passa pela qualificação dos
profissionais que nelas trabalham, e dentre estes, os que operam TIs.
Numa altura em que se pretende avançar com a certificação da aptidão
profissional, é bom que esse esforço tenha em atenção as profissões
ligadas à reabilitação do edificado e à conservação do património
arquitectónico, e, em particular, as que envolvem a utilização de
TIs. |
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Vítor
Cóias, Director |
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