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Assinatura
APRESENTAÇÃO
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A Equipa da Pedra&Cal
Director:
Vítor Cóias
Coordenação:
Joana Gil Morão
Secretariado:
Elsa Fonseca
Produção Gráfica,
grafismo, paginação e angariação de publicidade:
Loja da Imagem
Impressão:
Colprinter, Indústria Gráfica, Ld.ª
Distribuição:
VASP, S. A.
Conselho
Redactorial:
João Appleton, João Mascarenhas
Mateus, José Aguiar,
Miguel Brito Correia,
Teresa
de Campos Coelho
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EDITORIAL
n.º 31
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Intervindo nas fundações dos monumentos e edifícios históricos |
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Uma das primeiras preocupações da
conservação de um bem cultural – no caso, um edifício ou uma
construção com valor enquanto património arquitectónico – é a
manutenção da sua apresentação, isto é, da forma como ele se revela
a quem o observa ou dele desfruta. Uma intervenção de conservação
não deve perturbar a leitura ou interpretação que os observadores ou
usufrutuários podem fazer do bem cultural.
Face a este requisitos, poder-se-ia pensar que, nos trabalhos de
consolidação ou reforço de fundações, seria possível operar com toda
a liberdade, dado que, ficando a intervenção oculta no subsolo, o
seu impacto na apresentação do monumento ou edifício histórico seria
nulo. |
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Esta lógica não resiste, no entanto, a
uma reflexão mais profunda. Desde logo porque uma intervenção
desajustada nas fundações pode levar à criação de desequilíbrios na
forma como as cargas da superstrutura são transmitidas ao terreno, o
que, mesmo que seja a prazo, pode dar origem a lesões estruturais no
bem a conservar.
Em segundo lugar, há que ter em conta
que o bem cultural não é apenas a sua parte visível: para além dos
seus elementos de fundação – maciços, abóbadas, estacas – que dele
são parte integrante, há uma envolvente estrutural que engloba a
parte do terreno que o suporta e que com ele interage. Qualquer
intervenção naqueles elementos ou nesta envolvente interfere com a
“autenticidade tecnológica” da construção.
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Em terceiro lugar, há que ter em conta
os riscos para o património arqueológico que, frequentemente, subjaz
ao edifício histórico, património esse que pode ser destruído
através da utilização de técnicas demasiadamente agressivasde
engenharia de fundações.
Esta problemática foi ventilada no âmbito da Sociedade Internacional
de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ISSMGE),
designadamente na conferência de Osaka, o ano passado. Mais
recentemente, na reunião de Nicósia da Comissão Científica
Internacional para a Análise e o Restauro das Estruturas do
Património Arquitectónico (ISCARSAH), do ICOMOS, ficou patente a
necessidade da concepção e da execução de intervenções em fundações
de monumentos e edifícios históricos serem encaradas com a mesma
prudência e respeitando requisitos idênticos aos das intervenções na
sua parte visível.
Porque se trata de matéria pouco divulgada no nosso meio técnico
ligado à conservação do património histórico-arquitectónico, e
procurando contribuir para uma maior qualidade das intervenções, a
Pedra & Cal dedica o seu 31.º número a esta temática.
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Vítor
Cóias, Director |
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