Apresentação | Editorial | Índice| Números Anteriores | Assinatura

 APRESENTAÇÃO

A Equipa da Pedra&Cal

Director:
Vítor Cóias

Coordenação:
Cátia Teles e Marques / Joana
Gil Morão

Secretariado:
Elsa Fonseca

Produção Gráfica, grafismo, paginação e angariação de publicidade:
Canto Redondo – Edição e Produção, Ld.ª

Impressão:
Gráfica Europam, Ld.ª

Distribuição:
VASP, S. A.

Conselho Redactorial:
João Appleton, João Mascarenhas Mateus, José Aguiar,

Miguel Brito Correia,
Teresa de Campos Coelho 

| voltar ao topo |

 

 EDITORIAL n.º 41

Projectos & Estaleiros
 


 

Sob esta designação apresenta a generalidade dos números
da Pedra & Cal as intervenções realizadas pelas empresas – associadas ou não do GECoRPA. Pois bem, para este número da nossa revista foi decidido promover essa secção a “tema de capa” e dedicar-lhe a totalidade do espaço editorial. É o modo, por excelência, de cumprir a vocação da revista: divulgar a prática da conservação do património.

Não deixa de ser curioso e reconfortante verificar que, apesar dos tempos de crise que vivemos, as intervenções no património têm continuado a bom ritmo, promovidas sobretudo pelas câmaras municipais, mas também pelas direcções regionais do ministério da cultura e por particulares. Isto denota, desde logo, uma crescente valorização, por parte dos decisores, dos edifícios e centros históricos enquanto veículos de promoção do desenvolvimento local e da auto-estima das populações, no que estão totalmente correctos: de há muito que se sabe que o património não é um peso para a sociedade, antes constitui um recurso que pode e deve ser mobilizado

para o desenvolvimento sustentável, ao nível local e regional; do ponto de vista económico, o investimento na conservação e valorização cria uma multiplicidade de actividades geradoras de emprego, desde os simples serviços de acolhimento e gestão, até à sua manutenção e conservação, passando por uma vasta cadeia de serviços e produtos culturais incentivadores do turismo de qualidade; do ponto de vista social, ele contribui para a dignificação das populações locais e para o desenvolvimento do seu sentido de pertença; finalmente, aos contributos nestas duas vertentes, que têm vindo a ser sublinhados por Xavier Greffe1, somam-se os contributos do ponto de vista ambiental, pois o investimento no edificado histórico permite evitar a construção de novos edifícios, reduzindo a artificialização de solos virgens, o consumo de materiais e a produção de resíduos.

Numa altura em que a criação de emprego é fundamental, vale a pena lembrar as comparações feitas por Terje Nypan2: o investimento na conservação do património cria 17% mais emprego do que a construção de novos edifícios e 27% mais do que construção de estradas. Numa comparação com a indústria automóvel, e no que toca à criação indirecta de emprego, o investimento na conservação do património cria 27 postos de trabalho indirectos por cada directo, enquanto a indústria automóvel não cria mais que 7, e o investimento nos “resorts” turísticos não cria senão 2,5.

Do ponto de vista contratual, faz todo o sentido que em obras de reabilitação do edificado e de conservação do património, o limite para os trabalhos a mais sejam os 25% e não os 5%, tal como acontece para a execução de obras novas onde a estimativa rigorosa das quantidades de trabalho não é fácil. O GECoRPA tem-se batido por tal alteração, que viria flexibilizar a gestão das empreitadas desta área (ver notícia na página 44).

Uma advertência final é, no entanto, necessário fazer: o investimento na reabilitação do edificado e na conservação do património é desejável, e o regime jurídico deve facilitá-lo; mas as intervenções devem respeitar requisitos básicos de eficácia, eficiência, durabilidade, compatibilidade e, muita vezes, no caso do património, reversibilidade. Isto pressupõe qualidade na elaboração dos projectos e na execução das obras, o que obriga, por seu turno, a seleccionar projectistas e empreiteiros com a necessária qualificação. É por isso que o GECoRPA, em consonância com o IGESPAR, tem vindo a desenvolver um Sistema de Qualificação para os profissionais e as empresas desta área de actividade, que espera disponibilizar, via Internet, ainda este ano.  

Vítor Cóias

| voltar ao topo |

 

NÚMEROS ANTERIORES

Carregue nas revistas para consultar os respectivos índices
 
             
             
             
Out/Nov/Dez 1998   Jan/Fev/Mar 1999   Abr/Mai/Jun 1999   Jul/Ago/Set 1999

                            N.º 0

  N.º 1   N.º 2     N.º 3
             
Out/Nov/Dez 1999   Jan/Fev/Mar 2000   Abr/Mai/Jun 2000   Jul/Ago/Set 2000

                            N.º 4

  N.º 5   N.º 6     N.º 7
             
Out/Nov/Dez 2000   Jan/Fev/Mar 2001   Abr/Mai/Jun 2001   Jul/Ago/Set 2001

                            N.º 8

  N.º 9   N.º 10     N.º 11
             
Out/Nov/Dez 2001   Jan/Fev/Mar 2002   Abr/Mai/Jun 2002   Jul/Ago/Set 2002

                           N.º 12

  N.º 13  

N.º 14

   N.º 15
             
Out/Nov/Dez 2002  

Jan/Fev/Mar 2003

 

 

                           N.º 16

 

N.º 17

 

N.º 18

  N.º 19
             
 

 

 

N.º 20

 

N.º 21

 

N.º 22

  N.º 23
             

 

 

 

N.º 24

 

N.º 25

 

N.º 26

  N.º 27
             

 

 

 

N.º 28

 

N.º 29

 

  N.º 30

   N.º 31
     

N.º 32

N.º 33

N.º 34

N.º 35

 

           
 

 

 

                         N.º 36

 

N.º 37

 

N.º 38

  N.º 39
             
 

 

 

 

   

                         N.º 40

 

 

 

 

   

                      

 

 

 

 

   

| voltar ao topo |