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Número Actual
Revista Pedra&Cal
Indíce
02
Editorial
03
Quadro de Honra
04
História Luso-Marroquina
 
ANTÓNIO DIAS FARINHA
07
Une culture partagée
Le patrimoine architectural luso-marocain
 
ABOULKACEM CHEBRI
12
Heranças urbanas portuguesas em Marrocos
 
JORGE CORREIA
16
L' architecture fortifiée portugaise au Maroc
Cas de la cité portugaise sur le site de Mazagan, El Jadida
 
KHALID EL HARROUNI
19
Antiga Mazagão, El Jadida (A Nova)
L' ancienne ville portugaise de Mazagão, construi te en 1541, fut l'un des premiers exemples de fort bastionné pour pouvoir résister aux nouveaux canons et aux nouvelles tactiques de siege.
 
SORA Y A GENIN, KRIST A DE JONGE, RAFAEL MOREIRA
22
A fortificação de Alcácer Ceguer
Alcácer Ceguer constitue un des points d e plus grande importance symbolique et stratégique de l'Expansion portugaise au Maroc. Avec une approche spécifique, donnée par les méthodes et les techniques de conservation, Sousa Lobo fait une analyse qui a
 
Alcácer Ceguer constitue un des points d e plus grande importance symbolique et stratégique de l'Expansion portugaise au Maroc. Avec une approche spécifique, donnée par les méthodes et les techniques de conservation, Sousa Lobo fait une analyse qui a
26
Os dois lados do Estreito
Loin de constituer une barriere, le Détroit de Gibraltar a été, au long de siecles, scene de flux culturels, économiques et humains richissimes
 
CLÁUDIO TORRES
30
A gaiola pombalina
A viabilidade na recuperação estrutural
 
LUÍS PEDRO MATEUS
32
Igreja da Senhora do Carmo
Estudo para definição da metodologia de intervenção
 
TIAGO RIBEIRO
34
Novo Código dos Contratos Públicos
Novo Código dos Contratos Públicos
 
A. JAIME MARTINS
36
Divulgação
Projecto de cooperação científica e cultural luso-marroquino
39
Notícias
43
Vida Associativa
46
Histórias da nossa História
Costa Atlântica Marroquina, 1505
 
ANTÓNIO PEREIRA COUTINHO
47
Livraria
49
Associados GECoRPA
52
Associativismo e defesa do património
 
NUNO TEOTÓNIO PEREIRA
Preço:
4,48 €
N.º 36
Património Arquitectónico Português em Marrocos
Há uma ligação multissecular entre a história de Portugal e a de Marrocos. O arco de tempo por ela abrangido nasce no século VIII, quando a Berbéria funciona como base para as sucessivas vagas da conquista islâmica da Península Ibérica. A ponta de lança é constituída pelas tribos Omíadas, mas são os Abássidas que acabam por dominar as comunidades paleocristãs e transformar grande parte da Ibéria num califado, sediado em Córdova. A partir do século IX inicia-se a reconquista do território peninsular pelos cristãos, mas duas novas vagas de tribos berberes, primeiro os Almorávidas, depois os Almôadas, contrariam o avanço cristão e reconquistam território. Em 1147, num derradeiro refluxo cristão, Lisboa é retomada. No entanto, é preciso esperar mais um século, até que o domínio da coroa cristã de Portugal se consolide, finalmente, no Algarve.
Por esta altura a presença berbere na península já se restringe ao reino de Granada, onde é construído o palácio de Alhambra, talvez o símbolo por excelência da presença muçulmana na Ibéria – a qual, no entanto, perdura até ao fim do século XV, ou seja durante mais dois séculos.
As investidas portuguesas no território que constitui hoje o Reino de Marrocos iniciam-se em 1415, ano da tomada de Ceuta, a primeira testa de ponte, e prolongam-se ininterruptamente durante quase quatro séculos, até 1769, ano da retirada de Mazagão, actual El Jadida.
Dos nove séculos de existência de Portugal como nação e estado, seis foram, assim, vividos em intercâmbio belicista com os povos do Magrebe Ocidental. Dessa “convivência” sobram, para os tempos de hoje, uma grande afinidade cultural e as marcas indeléveis de um notável património arquitectónico, de um lado e de outro do oceano.
Do lado marroquino, os testemunhos físicos da presença portuguesa assumem a forma de majestosas construções defensivas, localizadas ao longo da costa Norte e Oeste.
É a essas construções, hoje veneradas por portugueses e marroquinos, que é dedicado o presente número da Pedra & Cal, fruto de uma estreita colaboração com o Instituto de Estudos Hispano-Lusófonos, de Rabat, e dos contributos de especialistas de um e de outro país.
Não deixa de ser curioso que o que foi construído no passado sob o signo da guerra entre religiões seja hoje traço de união entre culturas. Curioso, mas também saudável e reconfortante: numa época ensombrada pelo recrudescimento de uma nova forma de fascismo religioso, tal facto é um bom motivo para termos esperança de que a liberdade,
a tolerância e a solidariedade prevalecerão.
Vítor Cóias
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